Dizer que a imagem da classe política anda bastante desgastada é praticamente chover no molhado. No entanto, a quase repulsa da sociedade a assuntos que remetam aos políticos de maneira geral acaba por criar um quadro de certa “surdez” em grande parcela do eleitorado. Se certas figuras dizem, sem pudores, se lixar para a opinião pública, essa última não parece estar muito receptiva às palavras de nossos representantes. Tal tese pode ser comprovada se analisarmos a cobertura da mídia e a repercussão negativa frente à sociedade quanto a chamada PEC dos vereadores. A grita contrária a medida é quase consensual. A distorção no debate é compatível.
A citada proposta que tramita no congresso nacional determina o aumento do número de representantes das câmaras municipais de todo o país. A preocupação por parte do eleitor-contribuinte é que o aumento do número de representantes nas casas de leis dos municípios seja acompanhado de proporcional aumento do gasto público. Contudo, tal preocupação se mostra desnecessária, pois, para além do aumento do numero de vereadores, a lei determina uma redução de gastos. A melhora no gasto público, parece não interessar à grande mídia, refletindo numa cobertura destorcida que impede o cidadão de estabelecer um juízo mais adequado em relação à proposta.
Se nos debruçarmos sobre a situação de Mairiporã, por exemplo, encontraremos o seguinte quadro: pela atual legislação, a cidade conta com 10 vereadores que respondem por 6% do orçamento municipal. Pela nova proposta, passaria a contar com 15 vereadores que, no entanto, responderiam por 4,5% do orçamento. Não precisa ser nenhum gênio da matemática financeira para chegar a conclusão de que, naturalmente, haverá uma melhor aplicação dos recursos com a redução de certos desvios. Para as pequenas cidades, como Mairiporã, a ampliação do quadro de representantes imporia novos desafios à cena. O personalismo da prática política perderia espaço para uma atuação partidária e as atividades individuais seriam gradualmente substituídas por atuações coletivas e articuladas.
Para além das críticas precipitadas, a lei traz pontos positivos. De maneira geral, as consequências da proposta podem ser resumidas em alguns pontos, que parecem óbvios. A saber: haveria um aumento da representatividade, dado o aumento do número de vereadores. Com um número maior de representantes, a diversidade de idéias seria contemplada, que, por sua vez se desdobraria numa melhora do debate político. A maior eficiência dos gastos já foi explicitada anteriormente. Por fim, um clamor do eleitor seria atendido. O aumento de vagas privilegiaria a renovação da classe política na medida em que novos jogadores entram em campo. Se passar pelo congresso e não houver maiores objeções por parte do judiciário, a medida passa a valer de imediato. Os candidatos que bateram “na trave” nas últimas eleições serão chamados a ocupar suas cadeiras. A sociedade precisa estar à par de tal questão e estar pronta para o debate. FONTE: BLOG DO TIAGO PEREIRA
Dada a importância da mudança no comportamento do eleitor brasileiro, é necessário frisar o pensamento deste que escreveu este artigo que sugere ser escrito por uma pessoa ponderada e que consegue enxergar com seus próprios olhos, e não com com os olhares de outros, ou seja, tem opinião e visão formada. è deste tipo de pessoas que o Brasil precisa para mudar os conceitos mal formados por outrens.
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