Foto: Brito
O governador do DF, Agnelo Queiroz, e o de Goiás, Marconi Perillo, comemoram. O governo do DF, o de Goiás e o governo federal, deram início, ontem, a uma nova etapa na ampliação do sistema de transporte público das duas regiões. Os representantes do Executivo assinaram um acordo de cooperação para realizar os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Socioambiental, o qual analisará a possibilidade de realizar o transporte de passageiros na ferrovia que liga Brasília a Luziânia. Atualmente, a linha é utilizada apenas para o transporte de cargas. A estimativa dos governos é beneficiar 500 mil habitantes da região do entorno do DF. O governador do DF, Agnelo Queiroz, avaliou a importância da atitude. “É um passo decisivo para termos uma linha férrea entre Luziânia e o Plano Piloto. Este será mais um transporte alternativo”, lembrou.
Segundo o diretor superintendente da Sudeco, responsável pelo projeto, Marcelo Dourado, os estudos prévios são necessários para que em seguida aconteçam as licitações para o início das obras.
“Este estudo, que fará um levantamento econômico e socio- ambiental, custará R$ 800 mil. Entretanto, além desta, temos outras etapas. Como a contratação do projeto básico e do executivo. Ao todo, são três etapas fundamentais que antecedem o processo de licitação. Tudo custará cerca de R$ 4 milhões. E a expectativa é que os estudos sejam concluídos no prazo de oito meses. E no final de 2012, é esperado que seja lançado o edital de licitação”, explicou Marcelo.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Foto: Brito
O governador do DF, Agnelo Queiroz, e o de Goiás, Marconi Perillo, comemoram. O governo do DF, o de Goiás e o governo federal, deram início, ontem, a uma nova etapa na ampliação do sistema de transporte público das duas regiões. Os representantes do Executivo assinaram um acordo de cooperação para realizar os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Socioambiental, o qual analisará a possibilidade de realizar o transporte de passageiros na ferrovia que liga Brasília a Luziânia. Atualmente, a linha é utilizada apenas para o transporte de cargas. A estimativa dos governos é beneficiar 500 mil habitantes da região do entorno do DF. O governador do DF, Agnelo Queiroz, avaliou a importância da atitude. “É um passo decisivo para termos uma linha férrea entre Luziânia e o Plano Piloto. Este será mais um transporte alternativo”, lembrou.
Segundo o diretor superintendente da Sudeco, responsável pelo projeto, Marcelo Dourado, os estudos prévios são necessários para que em seguida aconteçam as licitações para o início das obras.
“Este estudo, que fará um levantamento econômico e socio- ambiental, custará R$ 800 mil. Entretanto, além desta, temos outras etapas. Como a contratação do projeto básico e do executivo. Ao todo, são três etapas fundamentais que antecedem o processo de licitação. Tudo custará cerca de R$ 4 milhões. E a expectativa é que os estudos sejam concluídos no prazo de oito meses. E no final de 2012, é esperado que seja lançado o edital de licitação”, explicou Marcelo.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
REFORMA POLÍTICA "LISTA FECHADA DE CORONÉIS"
Muito estranho!
Lourembergue AlvesA Comissão de Reforma Política do Senado pensou, discutiu e formulou doze propostas de mudanças na legislação eleitoral. Na sua imensa maioria propostas antigas, e entre elas uma ou outra interessantíssima, tal como o fim das coligações nas eleições proporcionais, que atendem os interesses da sociedade; porém outras estão longe disso, a exemplo da lista fechada, com a qual se retira o direito do eleitor votar diretamente para os candidatos para o preenchimento das cadeiras na Câmara Municipal, Assembléia Legislativa e Câmara FederalEssa última proposta causa estranheza. Mais ainda quando se verifica a relação dos que a advoga. Pois nessa fileira de defensores se encontra gente do PT. Partido que se diz afinado com a população. Mesmo que, na prática, isso está longe de ser verdadeiro. Pelo menos no que se refere às mudanças eleitorais pretendidas e sonhadas. Até porque, com a lista partidária fechada, o eleitor perde o seu poder de escolha entre os candidatos, uma vez que vota na legenda, e é esta a responsável para preparar a tal lista por ordem de candidatos prioritários, cuja definição passa pela convenção partidária.
Esse mecanismo "perpetua as oligarquias". Aliás, como bem alertou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski. Afinal, são os caciques partidários que escolherão os membros da dita lista. A convenção partidária jamais irá intervir em sua feitura, nem terá a competência de mexer na ordem dos nomes, pois, de acordo com o número de votos que a agremiação receber, será definido os eleitos dentro da lista. Competência única dos coronéis políticos, e não dos militantes sem voz e vez. Situação, inclusive, favorável aos mensaleiros, então rejeitados nas urnas das últimas eleições. Isso sem falar na venda dos lugares da referida lista.
Cabe, aqui, uma pequena reflexão sobre o voto direto. O que é ele? A adoção apenas do voto na legenda, e, por conta disso, na lista partidária fechada não invalida o conceito que se tem do voto direto? São duas questões necessárias e importantes. Atentar-se para elas, sem perder-se de vista a Constituição Federal. Principalmente o parágrafo 4º, do artigo 60, o qual diz: "Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir (...) o voto direto, secreto, universal e periódico".
Diante disso, segundo os constitucionalistas, a lista partidária fechada é uma afronta a essa cláusula pétrea. Então, por que os senadores-membros da Comissão de Reforma Política no Senado não se atentaram para esse fato, uma vez que entre eles existem juristas? Prestaram-se, e não levaram em consideração, são inconsequentes, ou estão "de brincadeira", ou, pior, querem ver o "circo pegar fogo", afinal essa situação irá provocar uma grande discussão na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ).
Esse quadro torna-se vexatório no instante que se percebe na mesma relação onde se encontra a lista partidária fechada, quase lado a lado, também aparece à sugestão de que seja possível a candidatura avulsa, isto é, sem vínculo partidário para os cargos de prefeito e de vereador. O mesmo vereador que deveria ser escolhido com o voto na legenda, ou na lista partidária fechada.
É, no mínimo, uma situação tragicômica - para não dizer outra coisa. Até porque a candidatura independente ou avulsa só poderia ser adotada unicamente com a lista aberta, da forma como o eleitor vota hoje, ou com o voto distrital.
Lourembergue Alves é professor universitário e articulista do jornal A Gazeta. lou.alves@uol.com.br
domingo, 17 de abril de 2011
A IMPROVÁVEL REFORMA POLÍTICA
Nesta quarta-feira, a comissão de senadores encarregada de apresentar propostas para a reforma política entregou ao presidente da Casa, José Sarney, dentro do prazo estipulado de 45 dias, o resultado de seu trabalho. Os deputados, que também formaram uma comissão especial com o mesmo objetivo, têm prazo até setembro para apresentar suas sugestões. A partir daí o Congresso Nacional terá condições de discutir e votar todas as matérias relacionadas com a reforma. Pouca gente acredita que haja tempo suficiente para que todas as novidades sejam aprovadas pelos congressistas ainda este ano, para que possam valer já para as eleições municipais do ano que vem. Na melhor das hipóteses entrarão em vigor em 2012 algumas medidas de menor impacto, que suscitam menos divergências, pois a tendência é de que as questões mais polêmicas acabem sendo empurradas com a barriga. Mas, desde já, o que se sabe é que senadores e deputados aprovarão apenas as reformas que atenderem aos seus interesses eleitorais. Não se pode esperar muito mais de um Parlamento comandado pelo coronelismo e dominado por uma base de apoio ao governo determinada a, não importa a que preço, consolidar e perpetuar sua hegemonia.
Dos 15 itens aprovados pelos senadores, 7 tratam de regras gerais do processo eleitoral. Outros 4 tratam da alteração das regras para as eleições de deputados federais e estaduais ou distritais e vereadores. Como era de esperar, estão entre estas últimas a reforma na qual o PT tem maior interesse: a adoção do sistema proporcional com lista fechada. Isto significa que seria mantido o sistema pelo qual as bancadas parlamentares são compostas proporcionalmente à quantidade de votos que o partido obtiver em cada eleição, mas o eleitor não poderia mais votar em nomes, em candidatos específicos. Cada partido apresentaria uma lista de candidatos na ordem em que deveriam ser eleitos. Se obtivesse votação suficiente para eleger, por exemplo, dez candidatos, estariam eleitos os dez primeiros nomes da lista.
O casuísmo dessa novidade salta aos olhos. Ela atende aos interesses do PT, que tem a maior bancada na Câmara e lidera, sempre priorizando suas próprias conveniências, a aliança partidária que constitui uma base solidamente hegemônica de apoio ao governo. A manutenção dessa hegemonia é vital para o projeto político a longo prazo dos petistas, que alguns analistas consideram semelhante ao do Partido Revolucionário Institucional mexicano, que perdurou 70 anos graças a um sistema político-eleitoral aparentemente democrático que foi definido pelo escritor peruano Mario Vargas Llosa como uma "ditadura perfeita".
Um dos argumentos usados pelos petistas na defesa do novo sistema proporcional é o de que a lista fechada acaba com o personalismo nas eleições parlamentares, valorizando as legendas partidárias e seus programas. O ex-presidente Fernando Henrique, em recente artigo sobre o papel das oposições no Brasil, fulminou esse argumento ao perguntar se alguém tem alguma dúvida de que as listas do PT serão apresentadas como "a lista do Lula".
A julgar pelo modo como transcorreram os trabalhos na Comissão de Reforma Política do Senado, apesar de a reforma política ser considerada uma necessidade inadiável pela unanimidade dos políticos, não há consenso sobre nenhuma questão específica, o que sugere que a discussão sobre o assunto ainda vai longe. O presidente da comissão, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), não deixou dúvidas sobre as divergências no pronunciamento que fez ao entregar o relatório dos trabalhos ao presidente da Casa: "Não há um único senador da comissão que concorde com todas as propostas aprovadas. Talvez exista aquele que discorde de todas, mas todas elas foram acolhidas pela maioria".
De acordo com o que foi determinado por Sarney na ocasião, até 20 de maio todas as sugestões da comissão deverão ser transformadas em projetos de lei ou em projetos de emendas à Constituição. Restará, então, saber o que terão os deputados a dizer sobre o assunto.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
REFORMA POLÍTICA LISTA FECHADA: O GOLPE
PSDB SE POSICIONA A FAVOR DA DEMOCRACIA E CONTRA O GOLPE PETISTA A FAVOR DA LISTA FECHADA
terça-feira, 5 de abril de 2011
REFORMA POLÍTICA: VOTO OBRIGATÓRIO + LISTA FECHADA = DEMOCRACIA DE MENTIRINHA
sábado, 26 de março de 2011
LEI DA FICHA LIMPA - A DECEPÇÃO
A imensa maioria da sociedade ficou "de cara" com a decisão do STF que postergou para 2012 a vigência da Lei da Ficha Limpa. Já encontrei gente convencida de que o artigo 16 da Constituição federal foi uma artimanha concebida com a finalidade de beneficiar políticos desonestos.
O referido preceito, com a redação que ganhou em 1997, diz assim: “A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”. Não é preciso conhecer a história do Brasil na segunda metade do século passado para saber-se o que motivou tal disposição. Ela é uma vacina contra casuísmos que, alterando de última hora as regras eleitorais, sirvam para beneficiar a maioria parlamentar (via de regra a poderosa base do governo) em prejuízo da minoria. Tivemos muito disso durante o regime militar, por exemplo. O foco da norma está posto no respeito às regras do jogo e ao eleitor. Ou, em outras palavras, à segurança jurídica e à própria democracia.
Se o leitor destas linhas, assim como eu, não tem em boa conta o discernimento de grande parte do eleitorado, nem apreço algum por grossa fatia dos partidos e seus representantes, não é contra a Constituição nem contra a decisão do STF que se deve insurgir. Sua decepção deveria ter sido instigada já quando leu nos jornais que a Lei da Ficha Limpa foi aprovada na Câmara dos Deputados por 388 votos contra apenas um. E no Senado Federal, logo após, por 76 votos a zero. Bastava para deduzir: aí tem! E não deu outra. Era para não valer. Impossível que juntos - deputados, senadores, assessores do Congresso Nacional, entre outros - não conhecessem o teor do artigo 16 da Constituição ou inferissem que, no STF, a força do preceito da anualidade acabaria minimizada. Não podia ser e não foi. Por pouco, mas não foi. Prefiro uns patifes a mais no Congresso do que ver o Supremo rasgar a Constituição por pressão popular.
Agora, usarei o direito do autor para falar da minha decepção. O que me entristece profundamente é saber que em momento algum, nos debates travados sobre o tema ao longo destes últimos dias, subimos um milímetro na compreensão de que estivemos tentando corrigir as consequências em vez de atacarmos as causas da enxurrada de mazelas na política nacional. Lamentamos seu efeito destruidor. Choramos as vítimas do mau uso dos recursos públicos. Deploramos as desigualdades dos pleitos e os abusos dos poderosos. Como nas enchentes, descuidamos da prevenção e não nos ocupamos, um segundo sequer, do modelo institucional ficha suja com o qual convivemos! Enquanto isso, a usina da criminalidade política continua em plena atividade. O PCC da política, o Comando Vermelho da política, que se vale do nosso pavoroso modelo institucional, atua e continuará atuando mesmo na remotíssima hipótese de que a impunidade acabe e todos vão tomar banho de sol em horário certo no pátio de algum presídio. Lá de dentro, com celulares ou sem celulares, continuarão se valendo das franquias e facilidade de um sistema que lhes facilita a vida e coloca o país no vergonhoso 69º lugar no ranking da ética. A nota 3,7 que recebemos nos situa a apenas 2,6 pontos da Somália, que é o último dos 180 países avaliados, e a longínquos 5,6 pontos da Dinamarca, que encabeça a lista dos melhores padrões éticos.
Decepção, para mim, é isto. É saber que em momento algum do último pleito muitos cidadãos que hoje reprovam o STF se interessaram em saber o que seus candidatos pensavam sobre reforma institucional e política (estavam mais interessados em achar alguém que lutasse por seus interesses pessoais ou corporativos). É perceber que a nação ainda crê, firmemente, que seja possível colher resultados diferentes agindo, sempre, do mesmo modo. É ver tantas pessoas convencidas de que a Lei da Ficha Limpa será capaz, mantida a regra do jogo, de moralizar os comportamentos dos políticos, dos partidos e dos eleitores. É achar-se preferível atropelar o princípio da presunção de inocência (inciso LVII do artigo 5º da Constituição), segundo o qual "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória", a reformular o modelo recursal do direito brasileiro que dá garantias eternas de impunidade aos réus endinheirados!
É bom que se guarde tudo isto, que em 2012, não vejamos uma enxurrada de recursos contra a Ficha Limpa entrando no STF com outro recurso com a intenção e, claro com toda probabilidade de êxito de ganho de causa, pois, baseado na Constituição, Inciso LVII do Artigo 5º "Ninguém será culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". O que constitucionalmente, assegura direitos de garantia de recursos e de impunidade aos endinheirados.
ESCREVA SUA OPINIÃO.

